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Recursos Humanos

RH, a IA chegou: é hora de sair do suporte e liderar o negócio | Koru

10 de October de 2025

Sabe aquela busca infinita pelo tal "RH estratégico"? Se passamos tempo demais tentando afirmar esse título, talvez seja um sinal de que, na prática, ainda não chegamos lá. O meu convite é mais direto: vamos parar de buscar um adjetivo e assumir de vez um papel de líder de negócio.

Eu sei, não é simples virar essa chave. Viemos de um histórico de sermos uma área de controle. Mas o cenário atual está exigindo essa mudança.

Se a IA está modificando a forma como as pessoas trabalham, cadê o nosso lugar na mesa de discussão?

Participei de alguns eventos globais sobre Inteligência Artificial e algo sempre me incomodou: onde estão os profissionais de gente e gestão? Com a IA redesenhando cargos e mercados, a nossa ausência nessas discussões me alarmou.

Por que não estamos na mesa em que as decisões são tomadas? Pode ser por uma verdade dura, que recebi em uma mentoria e mudou a minha carreira: “Se você não é chamado para a mesa, é porque ainda não é visto como alguém que contribui.”

Analisando pelo lado bom, este é o cenário perfeito para sermos protagonistas. Afinal, a geração de valor com IA é, antes de tudo, um desafio cultural e organizacional, e não apenas tecnológico. Precisamos, para além dos algoritmos certos, dos humanos certos. Costumo dizer que estamos no melhor momento para usar as habilidades e conhecimentos que temos.

Para liderar essa transformação, precisamos nos portar como lideranças de negócio, e não lideranças funcionais.

Guia para sair do suporte e liderar o negócio

Vários reports e pesquisas já afirmam que:

  • Metade da força de trabalho já precisa de novas habilidades por causa da IA.
  • Times serão cada vez mais híbridos, com humanos e IAs trabalhando lado a lado.
  • Existe um potencial de performance com IA em atividades automatizadas ou co-pilotadas por IA, ao mesmo tempo, grande parte dos projetos ainda não comprovam ROI;
  • O impacto no mercado de trabalho é real, com escassez de talentos para novos trabalhos que surgirão, e automatização de tarefas mais operacionais e de entrada.

Ignorar isso não é uma opção.

A verdade é que vivemos em um momento de mudanças numa velocidade nunca vista antes. A frase “hoje é o dia mais lento do resto da sua vida” nunca foi tão real. Se alguém diz que sabe exatamente o que vai acontecer, provavelmente não está consciente do cenário, ou está mentindo. Mas num cenário de incertezas, podemos assumir a direção e a atuar como construtores desse futuro.

Segundo o pesquisador Josh Bersin, o RH sistêmico evolui da entrega de serviços para ofertas de produtos e, finalmente, para consultoria. O CHRO deve ser um parceiro-chave do CEO, medindo o êxito pelo sucesso do negócio.

Para isso, o papel da área vai mudar: menos foco em serviços, mais atuação como consultor e arquiteto de sistema de talentos. Isso significa ter fluência em três áreas-chave, quase como um checklist para a sua atuação:

1. Conhecimento em Negócio: você realmente sabe responder?

  • Como a nossa empresa ganha dinheiro? Qual é o nosso momento atual (crescimento, estabilidade, crise)?
  • O que os nossos clientes mais importantes falam sobre nós? Quem são nossos principais concorrentes e o que estão fazendo?
  • Como está o nosso mercado? Quem são nossos concorrentes?
  • O quanto a IA impacta o nosso negócio?

2. Fluência em Pessoas e Futuro: como estamos nos preparando?

  • Temos as pessoas com as habilidades certas, nos lugares certos, para hoje e para o futuro?
  • Que habilidades podemos substituir pela IA, e que habilidades devemos proteger contra a atrofia?
  • Nossa cultura ajuda ou atrapalha a nossa estratégia de negócio?
  • Nossa liderança está preparada para colocar mudanças dentro da rotina e normalizáa-las?
  • Que partes da experiência do colaborador se beneficiam da automação e onde queremos preservar o toque humano?

Leia também: Como usar IA para melhorar o clima organizacional. Confira o case da Blip

3. Posicionamento: Como você se porta quando é chamado a participar?

  • Você age como consultor ou como executor? Um consultor questiona e provoca; um executor apenas entrega o que foi pedido.
  • Sua mentalidade é de líder de negócio? Você se preocupa mais com o cliente final e o resultado da empresa ou com o processo interno do RH?
  • Você troca controle por experimentação? Testa hipóteses de maneira ágil?
  • Quando te perguntam qual seu posicionamento sobre um tema, você tem embasamento para responder e ocupar o seu lugar?

Conversando com muitos RHs vejo que o que nos impede de fazer essa transição muitas vezes é ainda estar no piloto automático e o medo de errar. Não podemos mais usar soluções de ontem para os desafios de hoje.

É hora de virar a chave na nossa própria cabeça. Trocar o "E se der errado?" pelo "E se for exatamente isso que vai destravar o próximo nível do nosso negócio?".

O caminho é desafiador, mas o impacto de ter um RH que realmente lidera é transformador. E, se você não assume a liderança, alguém liderará por você. Então, a pergunta final é:

O que você fez hoje te aproxima ou te afasta da mesa onde as decisões acontecem?

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