Faz algum tempo que a Inteligência Artificial deixou de ser tendência para se tornar realidade nas organizações. Mas estamos vivendo uma nova virada de chave: a ascensão da Agentic AI — agentes de IA com autonomia, raciocínio e capacidade de agir com (ou sem) humanos.
Esse novo modelo de IA representa uma mudança estrutural no papel do RH, que passa a ter o desafio (e a oportunidade) de reimaginar sua atuação como orquestrador de pessoas e máquinas.
Agentic AI é um passo além da IA generativa tradicional. Estamos falando de agentes inteligentes capazes de:
Na prática, são sistemas que conectam dados, ferramentas e decisões, de ponta a ponta. O RH deixa de ser reativo e passa a operar com IA integrada à experiência dos colaboradores e às decisões do negócio.
Um bom exemplo é a gestão de retorno de licença. Em empresas que já operam com agentes inteligentes, a IA:
Se um colaborador de alta performance apresenta sinais de risco (queda de engajamento, histórico de movimentações, dados de mercado), a IA:
A adoção da IA agentic não significa a substituição do RH, mas sim a reconfiguração das suas entregas e da sua influência.
Os líderes de RH passam a assumir um papel duplo, o de traduzir a estratégia de negócios em decisões de talento e cultura, mas também orquestrar um ecossistema onde agentes de IA e pessoas atuam de forma sinérgica.
O relatório da Deloitte reforça que os Human Resources Business Partners (HRBPs) e COEs (Centros de Excelência) do futuro precisarão desenvolver um conjunto híbrido de competências, combinando profundidade humana com fluência digital. Algumas delas:
O RH do futuro é aquele que desenvolve fluência em IA, mas sem renunciar à sensibilidade humana. É um RH que sabe quando automatizar e quando estar presente.
As respostas darão embasamento para que o setor possa planejar essa revisão e reestruturação que levará a empresa a outro patamar, utilizando os agentes de IA para acelerar os resultados e se manter competitiva na era tecnológica. A Koru tem treinamentos personalizados que guiam empresas nesse processo e auxiliam nessa reestruturação com mentores e líderes que estão à frente desse movimento no mercado.
No mais, para além de conhecer para onde as pessoas (e a IA) rumam, é importante que o RH assuma o papel de LIDERAR esta discussão. A pergunta mais importante que deixo aqui é: Já existe um comitê na sua empresa, liderado pelo RH, definindo quais mudanças na forma de trabalhar sua organização vai passar? Caso a resposta seja não, melhor começar.

CEO e Cofundador da Koru
Cofundador e CEO da Universidade Corporativa Koru, Daniel Spolaor atuou como diretor de Gente da Ambev para a América do Sul, diretor de Gente e Estratégia da AmbevTech e CHRO e COO da Falconi. Formado em Administração, pós-graduado em Negócios, tem mais de 15 anos de experiência em grandes corporações com ampla atuação na área de Recursos Humanos e tecnologia. Daniel ainda dedicou-se durante os últimos dez anos a iniciativas de qualificação e requalificação de pessoas frente a mudanças de mercado, econômicas e tecnológicas, tendo trabalhado com diversas instituições de ensino Brasileiras e do exterior para viabilizar oportunidades, emprego e renda para as pessoas.