Com a rápida evolução da tecnologia, muitos líderes ainda deixam de fazer uma pergunta essencial: a equipe de TI da minha empresa está realmente alinhada às necessidades do negócio?
A tecnologia é, sem dúvida, uma aliada estratégica. Mas um time desalinhado pode gerar mais problemas do que soluções: talentos subaproveitados, sobrecarga, estresse e até risco de burnout.
Neste artigo, quero te convidar a refletir sobre a estrutura do seu time de TI — e como avaliar se ele está dimensionado de forma eficiente para os desafios e oportunidades da sua empresa.
Quando sou chamado para apoiar clientes na área de tecnologia da informação, meu ponto de partida é sempre o mesmo: mapear as tecnologias utilizadas e entender quem são os responsáveis por cada uma delas.
Depois disso, avalio com atenção as pessoas envolvidas — suas competências técnicas, a carga de trabalho que enfrentam e o nível de especialização em cada área.
Independentemente do porte da empresa, o padrão se repete: é comum encontrar desequilíbrios, com excesso de expertise em algumas áreas e carência crítica em outras.
Vamos começar pelo básico. Toda empresa, pequena ou grande, depende de uma estrutura mínima: internet, Wi-Fi, redes cabeadas, impressoras, firewalls, VPNs e, mais recentemente, câmeras de segurança conectadas à rede.
As perguntas aqui são:
E não para por aí. Quando falamos de ferramentas de colaboração, e-mails corporativos, armazenamento em nuvem, ERP, CRM e outros sistemas críticos para o negócio, é comum ver o cenário oposto: uma única pessoa sobrecarregada, tentando dar conta de múltiplos sistemas e responsabilidades.
Outro ponto relevante: os sistemas que você usa hoje (como ERP ou CRM) foram implementados por especialistas? Se sim, a equipe que cuida deles hoje tem conhecimento suficiente para extrair o máximo valor dessas tecnologias?
Essa é uma pergunta crítica. Muitas vezes, o projeto é feito por uma consultoria de ponta — mas a operação fica nas mãos de quem não recebeu a transferência de conhecimento necessária. O resultado: funcionalidades subutilizadas, dados mal aproveitados e decisões menos estratégicas.
Nem sempre faz sentido ter um time de TI robusto e em tempo integral. Em muitos casos, é mais eficaz (e econômico) contar com profissionais especializados em regime part-time. A decisão deve levar em conta o volume e a complexidade das demandas, o perfil da empresa e a necessidade de resposta rápida.
Além disso, reflita sobre os SLAs (Acordos de Nível de Serviço) que sua equipe pratica:
Você está acumulando tecnologia sem estratégia?
Já assistiu àqueles programas de pessoas que acumulam objetos sem perceber? Em tecnologia, isso também acontece. Ferramentas são compradas, profissionais são contratados, mas sem um plano claro de uso e gestão. O resultado é desperdício de tempo, dinheiro e talento.
Por isso, também existe o modelo de atuação como CTO as a Service. Em muitos casos, atuar como CTO part-time faz mais sentido — tanto para mim quanto para a empresa. O modelo traz flexibilidade, eficiência e foco em entregas com real impacto no negócio.
Sua estrutura de tecnologia da informação está adequada ao tamanho, ritmo e estratégia da empresa? Ou será que é hora de reavaliar os formatos, as funções e as prioridades?
Na próxima coluna aqui no blog da Koru, escreverei mais sobre o modelo de CTO as a Service (CTOAAS) — e como ele pode transformar a forma como sua empresa lida com a área de TI.

Chief Technology Officer
Marcelo Assahina é Chief Technology Officer na iPremi e no Grupo Clínica Senhor do Bonfim, com sólida trajetória em inovação, tecnologia e liderança estratégica. Atuou em empresas como IBM, Avanade/Accenture, Microsoft e Instituto de Pesquisas Eldorado (Apple) liderando iniciativas de transformação digital, cloud computing e desenvolvimento de soluções para grandes corporações. Bacharel em Ciências da Computação pela Unicamp e com MBA pela Fundação Dom Cabral, Marcelo combina visão de negócios com profundo conhecimento técnico, tendo contribuído com projetos no Brasil e no exterior. Atualmente, dedica-se à aplicação da tecnologia para impulsionar resultados sustentáveis e experiências mais humanas no ambiente corporativo.