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Prototipação de média fidelidade – o que é e como fazer

Se você já esteve envolvido em projetos de design, desenvolvimento de produtos ou qualquer área criativa, provavelmente já ouviu falar sobre prototipação. No entanto, se não ouviu falar, é hora de parar aqui e ler meu outro texto antes: Prototipar: o que é, como fazer e sua importância?

Já leu? Então podemos seguir! Você sabe ou acabou de ver que existem diferentes níveis de fidelidade na prototipação, certo? Hoje, vamos focar na prototipação de média fidelidade, o que é e como fazer. 

Então prepare-se para embarcar nessa jornada de criação e descoberta!

O que é a prototipação de média fidelidade?

A prototipação de média fidelidade está em algum lugar no meio do espectro da fidelidade, entre protótipos de baixa fidelidade (como esboços ou protótipos de papel) e protótipos de alta fidelidade (que se aproximam mais da aparência e funcionalidade do produto final). É uma abordagem que equilibra a agilidade e a eficiência da prototipação de baixa fidelidade com a capacidade de fornecer uma representação mais realista do produto ou projeto em questão, de forma bem próxima da alta fidelidade.

Sendo assim, a prototipação de média fidelidade ou a criação de wireframes é uma etapa crucial no processo de design e desenvolvimento de produtos. Ela permite que você teste a usabilidade, identifique problemas e faça melhorias antes de investir tempo e recursos no desenvolvimento final. Além disso, é uma ótima maneira de envolver sua equipe e obter feedback valioso de diferentes perspectivas.

Como fazer a prototipação de média fidelidade?

Agora que entendemos o conceito, vamos descobrir como fazer uma prototipação de média fidelidade de forma divertida! 

Imagine que você está trabalhando em um projeto para criar um aplicativo de delivery de pizza. Como você começaria?

Primeiro, pegue papel e caneta (ou lápis de cor, se você quiser ser ainda mais divertido). Comece desenhando as principais telas e funcionalidades do seu aplicativo, como a tela inicial, o menu de pizzas, a escolha de sabores, o carrinho de compras e a tela de pagamento. Não se preocupe com a perfeição dos desenhos, o objetivo aqui é transmitir a ideia de forma clara e simples.

Agora que você tem seus protótipos de baixa fidelidade, é hora de evoluí-los para protótipos de média fidelidade: 

Escolha um programa de design ou até mesmo um editor de slides, como o PowerPoint, e digitalize seus desenhos (pode tirar foto também e subir para seu PC). Crie slides ou frames separados para cada tela do aplicativo e reproduza seus esboços com as formas disponíveis. Lembre-se de adicionar elementos interativos, como botões que levam de uma tela para outra, para dar vitalidade ao seu projeto.

Vale reforçar: é um protótipo de média fidelidade, então trabalhe-o com escalas de cinza e textos simples ou inventados, que preencham o espaço necessário para demonstrar que ele será preenchido com um texto. Não perca tempo com os míniiiimos detalhes agora.

Em seguida, adicione textos explicativos e setas para indicar como o usuário deve interagir com o protótipo. Por exemplo, você pode adicionar uma seta apontando para o botão “Adicionar ao carrinho” e escrever “Toque aqui para adicionar uma pizza ao carrinho”. Essas dicas visuais ajudarão os testadores a entenderem como navegar e interagir com o seu aplicativo.

Agora que o seu protótipo de média fidelidade está digitalizado, é hora de testá-lo. Chame alguns amigos ou colegas e peça para eles interagirem com o protótipo, seguindo diferentes cenários de uso. Observe atentamente suas reações, anote os feedbacks e faça ajustes no seu protótipo conforme necessário. Lembre-se de que esse é um processo iterativo, então você pode precisar refinar e melhorar seu protótipo várias vezes. Não quer dizer que ele está ruim, só que não está adequado ao usuário.

Caso o PowerPoint seja muito simples e não está possibilitando que você explore todo o potencial da sua ideia, use ferramentas online especializadas em prototipação como o Figma ou o Adobe XD. Essas ferramentas fornecem recursos adicionais, como a capacidade de criar transições mais avançadas entre as telas e testar o protótipo em dispositivos móveis.

Da próxima vez que você tiver uma ideia brilhante, lembre-se de explorar as possibilidades de um protótipo de média fidelidade para testá-la. Divirta-se no processo, experimente diferentes abordagens e lembre-se de que o importante é aprender e evoluir. Agora, mãos à obra e prototipe suas ideias com confiança!

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