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Storytelling: a construção de histórias que marcam para sempre

Eduardo Galeano, que foi um grande jornalista e escritor uruguaio, afirmou certa vez: “os cientistas dizem que somos feitos de átomos, mas um passarinho me contou que somos feitos de histórias”. E ele não estava errado.

Como seres humanos, o que nos conecta uns aos outros não são informações ou dados friamente apresentados, mas as histórias que compartilhamos e que dão vida a eles. Especialmente em tempos em que o excesso de conteúdos virtuais disputam a nossa atenção constantemente.

Essa lógica vale para relacionamentos de toda espécie, desde os amorosos até aqueles entre a sua empresa e os seus potenciais clientes.

Sendo assim, para que consigamos criar uma conexão e, consequentemente, capturar a atenção de um público, precisamos fazer algo além de destacar as nossas qualidades e feitos. Precisamos humanizar a nossa jornada.

A título de exemplo, imaginemos como seria um encontro romântico em que um dos pretendentes ficasse elencando todas as suas qualidades e conquistas, como se fosse um robô, sem demonstrar qualquer vulnerabilidade.

Que conexão isso geraria? Que vontade teríamos de levar essa conversa adiante?

Em qualquer cenário, saber contar boas histórias é essencial para atrairmos a atenção e criarmos identificação com quem nos ouve. E é nesse contexto que surge o storytelling como uma poderosa ferramenta de comunicação para a construção de relacionamentos.

Mas, primeiro, o  que é storytelling?

Storytelling, numa tradução literal, significa contar histórias. É, geralmente, composto por 4 elementos básicos:

  • Personagem (ou personagens): podem ser reais ou fictícios, e devem ser pensados de acordo com o público-alvo, para que haja uma maior identificação;
  • Enredo: o desenrolar da história do personagem, com começo, meio e fim;
  • Contexto: onde e quando a história acontece;
  • Mensagem: reflexão ou emoção que buscamos despertar no público com a história que contamos, de forma explícita ou não.

Mas quando falamos em storytelling como técnica, não basta contar histórias de qualquer jeito, com esses 4 elementos. As histórias precisam ser contadas de forma envolvente, estratégica e persuasiva.

Para isso, antes de mais nada, precisamos entender para que público vamos contar a nossa história, ou a história do nosso produto, porque, a partir dessa informação, fica mais fácil compreender qual comunicação devemos adotar e quais elementos devemos explorar para criar uma conexão emocional com aquelas pessoas.

Devemos saber que língua esse público fala, o que os emociona, o que os incomoda e o que os afasta para traçarmos o limite do nosso enredo.

Como exemplo, de nada adianta contarmos a nossa história para um público que não consegue compreender aquela narrativa, seja por baixo grau de instrução ou uma vivência muito distinta. Afinal, se falta até mesmo a compreensão, como poderemos cogitar uma conexão?

Assim, o storytelling é uma forma estratégica, cativante e envolvente de contar histórias, criando conexões e transmitindo mensagens de forma eficiente ao público desejado.

Quais os benefícios do storytelling no mundo dos negócios?

Contar histórias é a melhor forma de criarmos conexão e sermos lembrados pelas pessoas e no mundo dos negócios isso ganha uma proporção ainda maior.

Por quê?

Porque hoje os nossos potenciais clientes são bombardeados por conteúdos e ofertas, inclusive dos nossos concorrentes. E, com tantos benefícios e detalhes sendo expostos, conquistar um minuto da sua atenção e um espaço na sua memória é o que define a nossa permanência no mercado.

Assim, um storytelling bem trabalhado no mundo dos negócios pode apresentar como benefícios:

  • Maior conexão com o público

Quando compartilhamos histórias verdadeiras, em que vulnerabilidades são expostas, o público pode se identificar, se envolver, se sentir representado e se conectar com algum elemento dela. O resultado disso? A lembrança, respeito, admiração e relacionamentos mais sólidos com clientes.

  • Maior compreensão da mensagem

Um dos benefícios do storytelling é tornar a mensagem mais didática. Seja para contar sobre um produto, história ou valores da marca, adotar o storytelling torna a mensagem mais tangível, o que facilita a sua compreensão e consequente fixação.

  • Fixação da sua marca na memória do público

Se o público compreender a sua mensagem mais facilmente, maiores serão as chances de se recordar do seu produto ou marca. Afinal, do que é mais fácil se lembrar:  De atributos técnicos de um produto ou de uma história envolvente? De uma lista de atributos técnicos ou das fortes emoções que você sentiu?

  • Maior engajamento

Os seres humanos se conectam através de histórias. E quando nos deparamos com histórias que nos representam, a nossa tendência é compartilhá-la com as pessoas ao nosso redor como uma forma de expressar quem somos ou para refletirmos juntos sobre a mensagem propagada.

  • Diferenciação perante a concorrência

Com o storytelling, a sua empresa tem condições não só de apresentar um produto, mas, em um mesmo plano, contar a sua história e expressar os seus valores, dando maior personalidade à marca, que vai muito além de oferecer um produto ou serviço pura e simplesmente. E essa mensagem, uma vez exposta, destaca a sua marca das demais e atrai aqueles que se identificam com ela.

Conclusão

Enfim, em um mundo repleto de informações e ofertas, fazer com que o outro pare, preste atenção em você, te compreenda e se envolva é um feito raro. A boa notícia é: podemos criar essas pontes intencionalmente.

Portanto, se você tem a oportunidade de apresentar um produto, não o apresente apenas tecnicamente, se colocando como mais um fornecedor.

Diferente disso, aproveite para envolver o público que quer atingir com a história de como e por que você criou aquele produto ou serviço, valores em que se pautou e quais os seus diferenciais. Entenda, dentro disso, o que pode envolver os seus potenciais clientes e como se comunicar emocionalmente com eles.

Assim, sempre que tiver a oportunidade de substituir explicações meramente técnicas, frias e vagas por histórias, exemplos e simulações que possibilitem ao público embarcar nesse movimento com você, faça.

Isso muda a experiência, retenção de memória, identificação e conexão com quem te ouve. E a conexão, em tempos tão velozes, pode mudar tudo.

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