Escola Koru

O empoderamento da mulher com a bola no pé, em campo

Dia 20 de Julho de 2023 começa a 8ª edição da copa do mundo feminina de futebol que acontecerá na Austrália e na Nova Zelândia. 

Uma copa repleta de primeiras vezes!

Quem acompanha o futebol feminino, com certeza já percebeu que essa copa está diferente das demais e repleta de novidades.

É a primeira vez que a copa feminina será sediada por dois países, além de ser a primeira vez que teremos 32 seleções disputando a taça, o que é uma notícia incrível, principalmente quando lembramos que no passado já tivemos copas femininas de futebol com apenas 12 seleções. 

O Brasil também está inovando nessa edição, e pela primeira vez, as nossas jogadoras ficarão hospedadas em um hotel que tem uma estrutura à altura das hospedagens utilizadas nas competições de futebol masculino, o que pode proporcionar ganhos relevantes de performance para nossa equipe.

Mas as novidades não param por aí não, porque também pela primeira vez na história, o Brasil decretou ponto facultativo para os dias de jogos da seleção, assim como tem sido nas copas do mundo masculinas há anos.

[Veja matéria completa aqui]

 

 

Por que é tão celebrado desde que foi noticiado?

A Copa do Mundo feminina de futebol nunca teve grande destaque na mídia, e nem metade do reconhecimento merecido, mas felizmente, a cada ano que passa, vem ganhando mais relevância e atenção.  Até pouco tempo, as mulheres eram proibidas de jogar futebol no Brasil.  Sim, foi isso mesmo que você leu.

Em 1941, o ex-presidente do Brasil Getúlio Vargas (1882-1954) criou um decreto que proibia as mulheres de jogarem futebol, e esse decreto ficou vigente até o ano de 1979.

O decreto foi criado quase 1 ano depois da primeira partida de futebol feminino. Um jogo que repercutiu de forma negativa nas mídias da época, pois se considerava totalmente inadmissível que as mulheres participassem de um esporte masculino de tamanha violência, quando deveriam estar preocupadas em seguir o curso natural de serem mães. 

(Foto: Jornal Correio Paulistano/Acervo Fundação Biblioteca Nacional)


Ainda bem que hoje não é mais assim! Será?

Por mais que a gente queira acreditar que esses absurdos tenham ficado no passado, ainda hoje vemos muitos preconceitos e vieses quando falamos de futebol feminino. O investimento nos times femininos e até mesmo na seleção, os salários, os direitos, a mídia e os reconhecimentos ainda hoje são temas de luta constante para quem está inserida nesse meio. 

Pensando em mexer com a cabeça das pessoas e questionar o status quo, a Orange, empresa francesa patrocinadora da seleção francesa de futebol feminino, lançou um vídeo publicitário, no qual utilizaram inteligência artificial (IA) para substituir as jogadoras do país por jogadores homens conhecidos, em lances de jogo, e apenas no final do vídeo a campanha revela que na verdade os lances eram de jogos femininos. 

A empresa finaliza com uma frase que diz “Na Orange, quando apoiamos a seleção francesa, apoiamos a seleção francesa“, provocando assim a população francesa a dar o mesmo apoio visto nas copas masculinas à seleção feminina.

Situações de diferenciações e pouco apoio não são exclusivas da França. Aqui no Brasil, em 1999, nós tivemos um caso extremamente emblemático, no qual as jogadoras da seleção feminina de futebol tiveram que jogar com os uniformes restantes da seleção masculina de futebol, pois não havia verba para a produção de novos uniformes para as mulheres.

E até mesmo a própria Pia Sundhage, sueca e atual técnica da seleção Brasileira de futebol feminino, já passou por alguns maus bocados na sua época como futebolista, por exemplo, tendo jogado dois anos de sua vida escondendo sua identidade e se passando por homem em um time de futebol masculino.

O Futebol Feminino Brasileiro dá show de recordes!

O futebol feminino vem conquistando seu espaço com muita luta e tem números incríveis que muita gente desconhece. Por exemplo, o fato de que a Formiga, Miraildes Maciel Mota, foi a única pessoa a atuar em 7 copas do mundo, considerando as copas femininas ou masculinas. Atualmente, o segundo lugar está empatado entre Messi e Cristiano Ronaldo, que atuaram em 5 copas. 

Ademais, ainda temos mais duas conquistas incríveis com a Marta, atacante da seleção, que este ano está realizando sua última copa do mundo. Nem todo mundo sabe, mas ela é a detentora do título de maior artilheira da copa do mundo de futebol (novamente contemplando a masculina e feminina), com 17 gols em copa. O segundo lugar é do Alemão Klose, com 16 gols e o terceiro lugar é também de uma celebridade do futebol brasileiro, o Ronaldo Fenômeno, com 15 gols. 

Como se isso não fosse suficiente, a Marta ainda foi a primeira futebolista a marcar gols em 5 edições do campeonato. 

Agora, é a nossa vez!

A copa começa dia 20/07/2023, mas a seleção brasileira só estreia no dia 24/07/2023.

Então, ajuste o despertador, organize a agenda de reuniões e bora torcer para a nossa seleção!

 

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