Escola Koru

O futuro do trabalho – quais cargos serão afetados a ponto de deixarem de existir?

Diante das tendências do futuro do trabalho, é provável que alguns cargos deixem de existir devido  aos avanços tecnológicos, às mudanças nas demandas do mercado e da  automação. 

Embora seja difícil prever com precisão quais cargos serão afetados, nos apoiamos aqui em um recente relatório publicado pelo World Economic Forum (WEF) – Fórum Econômico Mundial – que explora como os empregos e as habilidades evoluirão nos próximos 5 anos (2023-2027). 

A expectativa é que até um quarto dos empregos mude nesse período!

A pesquisa, que foi realizada pelo WEF com o apoio da Fundação Dom Cabral (FDC), reuniu a perspectiva de 803 empresas que empregam coletivamente mais de 11,3 milhões de trabalhadores, em 27 clusters industriais e 45 economias de todas as regiões do mundo (sim, o Brasil participou).

Continue comigo e vamos conhecer os dados reportados pelo WEF!

O futuro do trabalho

“Para as pessoas em todo o mundo, os últimos três anos foram repletos de turbulências e incertezas em suas vidas e meios de subsistência, com o COVID-19, mudanças geopolíticas e econômicas e o rápido avanço da IA ​​e outras tecnologias agora correm o risco de adicionar mais incertezas. A boa notícia é que existe um caminho claro para garantir a resiliência. Os governos e as empresas devem investir no apoio à mudança para os empregos do futuro por meio de estruturas de educação, requalificação e apoio social que possam garantir que os indivíduos estejam no centro do futuro do trabalho”. (Saadia Zahidi, diretor administrativo do Fórum Econômico Mundial – Leia o relatório The Future of Jobs 2023 aqui)

De acordo com o relatório, temos os seguintes apontamentos a considerar:

  • As macrotendências, incluindo a transição verde, padrões ESG e localização de cadeias de suprimentos, são os principais impulsionadores do crescimento do emprego, com desafios econômicos incluindo inflação alta, crescimento econômico mais lento e escassez de suprimentos representando a maior ameaça.
  • A adoção da tecnologia continuará sendo um fator-chave para a transformação dos negócios nos próximos cinco anos – o avanço da adoção da tecnologia e o aumento da digitalização causarão uma rotatividade significativa no mercado de trabalho, com uma rede global positiva na criação de empregos.
  • Embora a tecnologia continue a representar desafios e oportunidades para os mercados de trabalho, os empregadores esperam que a maioria das tecnologias contribua positivamente para a criação de empregos.
  • Os empregos que mais crescem são: especialistas em IA e aprendizado de máquina, especialistas em sustentabilidade, analistas de inteligência de negócios e especialistas em segurança da informação.
  • Maior crescimento absoluto é esperado nas áreas: educação, agricultura e tecnologia digital.
  • Espera-se que os empregos na indústria da Educação cresçam cerca de 10%, levando a 3 milhões de empregos adicionais para Professores de Educação Profissional e Professores Universitários e Superiores. 
  • Espera-se que os empregos para profissionais agrícolas, especialmente Operadores de Equipamentos Agrícolas, tenham um aumento de cerca de 30%, levando a mais 3 milhões de empregos. 
  • O crescimento está previsto em aproximadamente 4 milhões de funções habilitadas digitalmente, como especialistas em comércio eletrônico, especialistas em transformação digital e especialistas em estratégia e marketing digital.
  • Big data está no topo entre as tecnologias vistas para criar empregos: 65% dos entrevistados esperam o crescimento do emprego em funções relacionadas.
  • Espera-se  um crescimento médio de 30% até 2027 quanto ao emprego de analistas e cientistas de dados, especialistas em big data, especialistas em aprendizado de máquina de IA e profissionais de segurança cibernética.
  • O comércio digital levará aos maiores ganhos absolutos em empregos: são esperados aproximadamente 2 milhões de novas funções habilitadas digitalmente, como especialistas em comércio eletrônico, especialistas em transformação digital e especialistas em estratégia e marketing digital.
  • Espera-se que a inteligência artificial, um dos principais impulsionadores do potencial deslocamento algorítmico, seja adotada por quase 75% das empresas pesquisadas e leve a uma alta rotatividade – com 50% das organizações esperando que crie crescimento de empregos e 25% esperando que crie perdas de emprego.
  • O treinamento de trabalhadores para utilizar IA e big data será priorizado por 42% das empresas pesquisadas nos próximos 5 anos, ficando atrás do pensamento analítico (48%) e do pensamento criativo (43%) em importância.
  • O investimento na transição verde e na mitigação das mudanças climáticas, bem como o aumento da conscientização do consumidor sobre questões de sustentabilidade, estão impulsionando a transformação da indústria e abrindo novas oportunidades no mercado de trabalho.
  • As empresas relatam que as lacunas de habilidades e a incapacidade de atrair talentos são as principais barreiras à transformação, mostrando uma clara necessidade de treinamento e requalificação em todos os setores.
  • Seis em cada 10 trabalhadores precisarão de treinamento antes de 2027, mas apenas metade dos funcionários tem acesso a oportunidades de treinamento adequadas hoje. Ao mesmo tempo, o relatório estima que, em média, 44% das habilidades individuais de um trabalhador precisarão ser atualizadas.
  • Fortes habilidades cognitivas são cada vez mais valorizadas pelos empregadores, refletindo a crescente importância da resolução de problemas complexos no local de trabalho. A grande sacada é (re)qualificar-se para ser visto como relevante – e ser de fato.
  • As habilidades mais importantes para os trabalhadores em 2023 são o pensamento analítico e o pensamento criativo, e espera-se que continue assim nos próximos cinco anos. Alfabetização tecnológica, e IA e big data especificamente, se tornarão mais importantes e as estratégias de habilidades da empresa se concentrarão nisso nos próximos cinco anos.

“A questão é que os profissionais precisarão de maior qualificação e desenvolvimento de habilidades para atuarem nos mercados que estão surgindo. […] Existem milhões de profissões que devem surgir nos próximos anos, com o desenvolvimento de novas tecnologias, mas é preciso aprendizado contínuo e requalificação.” (Prof. Carlos Arruda da FDC, Evento sobre o Futuro do Trabalho/WEF, 2023)

  • Diversidade e inclusão como parte dos programas das empresas: a maioria das empresas tende a priorizar as mulheres (79%); jovens com menos de 25 anos (68%); pessoas com deficiência (51%); grupos étnicos e religiosos desfavorecidos (39%); trabalhadores com mais de 55 anos (36%); LGBTQIA+ (35%); e de baixa renda (33%).

De acordo com Carlos Arruda, Hugo Tadeu e  Miguel Costa, do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da FDC:

No Brasil, 81% das organizações que fizeram parte da pesquisa possuem programas de diversidade e inclusão (D&I) que priorizam sobretudo o treinamento de D&I aos seus gerentes, enquanto a média global é de 67%. 

Questões importantes sobre esse tão curioso e temido futuro, devem ser muito bem entendidas, definidas, respeitadas, de modo que o RH possa abordar melhor essa questão do futuro do trabalho e trazer mais valor para empresas e colaboradores. 

[…] precisamos de líderes mais empáticos, mais abertos, capazes de lidar com seres humanos, criar um ambiente de trabalho que seja inclusivo, que as pessoas se sintam parte, e isso só será possível se a gente ressignificar o papel do RH. Trabalhar na pauta de diversidade e inclusão é algo profundamente importante e urgente. Todos os esforços que existem ainda não são suficientes […] e tudo começa quando a gente entende que o mundo do trabalho mudou. […] (Luciana Camargo, IBM

E quais cargos correm o risco de deixar de existir?

“O mundo mudou… […]. Mudou o jeito de contratar, treinar e desenvolver pessoas. [….] E dentro dessa mudança toda […] aquela história de 15, 20 anos numa mesma empresa não existe mais. […] Quem não se adaptar, rapidamente vai desaparecer […].” (Eliane Ramos, ABRH Brasil)

De acordo com o Relatório do WEF:

  • Espera-se que cerca de 23% dos empregos mudem até 2027, com 69 milhões de novos empregos criados e 83 milhões eliminados, entre os 673 milhões de empregos correspondentes ao conjunto de dados, sendo uma redução líquida de 14 milhões de empregos ou 2% do emprego atual.
  • Os empregadores estimam que 44% das habilidades dos trabalhadores serão interrompidas nos próximos cinco anos.

“A fronteira homem-máquina mudou, com as empresas introduzindo a automação em suas operações em um ritmo mais lento do que o previsto anteriormente.
As organizações hoje estimam que 34% de todas as tarefas relacionadas aos negócios são executadas por máquinas, sendo os 66% restantes executados por humanos.” (WEF, 2023)

  • Seis em cada 10 trabalhadores precisarão de treinamento antes de 2027, mas, infelizmente, apenas metade dos trabalhadores tem acesso a oportunidades de treinamento adequadas hoje.

“O estudo [do WEF] mostra como as novidades tecnológicas e a 4ª revolução industrial vão, ao mesmo tempo, criar e eliminar milhões de empregos. A partir dos novos cenários tecnológicos e estratégicos, e com a transição verde dos negócios, surgem demandas por novos postos de trabalho em diversos setores. No entanto, a adoção das novas tecnologias, o aumento do custo de vida, a desaceleração do crescimento econômico e tensões geopolíticas acarretam perdas de empregos.” (Forbes, 2023)

As organizações pesquisadas pelo WEF preveem 26 milhões de empregos a menos até 2027 em funções administrativas e de manutenção de registros, tarefas repetitivas, por conta do crescimento dos serviços online, chatbots, assistentes virtuais etc. (Forbes, 2023). As maiores perdas são esperadas em relação às seguintes funções:

  • Caixas de banco e funcionários relacionados.
  • Funcionários dos Correios.
  • Caixas e cobradores.
  • Escriturários de entrada de dados.
  • Secretários administrativos e executivos.
  • Assistentes de registro de produtos e estoque.
  • Escriturários de contabilidade.
  • Legisladores e oficiais judiciários.
  • Trabalhadores de linha de produção.
  • Atendentes estatísticos, financeiros e de seguros.
  • Atendentes de call center.
  • Vendedores de porta em porta, ambulantes e trabalhadores relacionados.

Há tempo para inovar e mudar sua história, para isso, é essencial estar aberto à reciclagem e ao aprimoramento contínuo de habilidades, por exemplo:

  • Acompanhe as tendências do mercado, mantenha-se atualizado quanto às mudanças e inovações.
  • Busque oportunidades de aprendizado, educação continuada, cursos online, programas de certificação, palestras, leia muito.
  • Desenvolva habilidades complementares à sua expertise.
  • Conecte-se, amplie seu networking, participe de comunidades online.
  • Busque inovação – novas ideias, novas soluções criativas.
  • Aproveite todos os recursos online disponíveis, que podem ser fontes ricas de conhecimento e muita inspiração para protagonizar e enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que surgirem.

Concluindo…

Como podemos entender mediante toda essa informação, o futuro do trabalho será impactado por avanços tecnológicos, mudanças nas demandas do mercado e automação. 

Algumas tendências importantes incluem o crescimento de empregos em áreas como especialistas em IA e aprendizado de máquina, especialistas em sustentabilidade, analistas de inteligência de negócios e especialistas em segurança da informação. Setores como educação, agricultura e tecnologia digital também apresentam potencial de crescimento. 

As funções administrativas e tarefas repetitivas tendem a correr maior risco de declínio devido à digitalização e automação. 

O fato é que diante dessas transformações, torna-se crucial que governos e empresas invistam em estruturas de educação, requalificação e apoio social para garantir a empregabilidade no futuro do trabalho.

Habilidades cognitivas, pensamento analítico, criatividade e alfabetização tecnológica se tornam cada vez mais importantes para os trabalhadores. 

O treinamento e desenvolvimento de habilidades também se destacam como necessidades urgentes para lidar com as lacunas existentes e preparar os profissionais para os empregos emergentes. 

A conscientização sobre a importância da pluralidade de competências e habilidades é urgente. As empresas precisam ressignificar o papel do RH para que as empresas possam criar ambientes mais inclusivos e potencializar o potencial de seus colaboradores, promovendo tanto o crescimento organizacional quanto o bem-estar individual sem vieses, para todos e todas.

No geral, a adaptação às mudanças e a busca contínua por aprendizado e requalificação são essenciais para sobreviver e prosperar nesse novo cenário.

A Korú está totalmente alinhada com esse futuro!

A nossa Escola oferece cursos de ponta, alinhados com o que as empresas e o mercado demandam e continuarão demandando em termos de tecnologia, incluindo o apoio e a participação ativa em questões sociais vitais para o planeta.

Somos uma Escola inclusiva, que valoriza e fomenta as competências e habilidades das pessoas. Não guardamos conhecimento e nos esforçamos diariamente para abrir portas.

Acreditamos ​que uma sociedade melhor nasce por meio do acesso sem barreiras à educação e às oportunidades. E estamos aqui para isso, seja por meio da nossa escola, dos nossos cursos, como também inspirando a mudança na sociedade. 

Fale com a Korú e saiba como podemos – juntos – fazer o futuro acontecer!

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