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4 fontes de informação para ajudar você a consumir de maneira consciente

Sem querer apoiar o greenshifting, que é quando empresas responsabilizam consumidores/as por impactos socioambientais, precisamos entender que nós — pessoas e profissionais de qualquer área de conhecimento — temos um papel fundamental na mudança de comportamento pelo lado da demanda, assim como as empresas têm esse mesmo papel pelo lado da oferta.

Estudos indicam que a pandemia da Covid-19 impulsionou adaptações em nosso estilo de vida, inclusive nos fazendo repensar sobre as reais necessidades de consumo, seja por amor consciência de que o consumo deslocado da noção de utilidade humana gera impactos negativos para nós, para a sociedade e para o meio ambiente , seja pela dor — simplesmente por motivos financeiros.

Uma pesquisa global, realizada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP, em inglês), mostrou que para 70% do público consumidor, o meio ambiente deveria ser considerado pelo menos tão importante quanto as questões econômicas pós-Covid-19, enquanto 87% acreditavam que as empresas deveriam fazer mais pela sustentabilidade em geral.

A partir da consciência dos problemas globais, consumidores e consumidoras têm utilizado cada vez mais a responsabilidade socioambiental como critério de escolha na compra de um produto.

Essa prática é conhecida por “consumo consciente”, “consumo responsável” ou “consumo político”, apenas para citar alguns. Na definição da Akatu, consumo consciente trata-se de “consumir com melhor impacto, sem excessos ou desperdícios. É fazer escolhas que contribuem para a sustentabilidade do planeta, para que haja o suficiente para todos para sempre”. Mas, então, como praticar o consumo consciente? Existem diversas fontes confiáveis que podem nos dar informações sobre empresas e produtos sustentáveis. Confira algumas delas:

Relatórios de sustentabilidade

Existem diferentes modelos de documentos reconhecidos internacionalmente para reportar os aspectos, riscos, impactos e iniciativas socioambientais de um negócio, considerando o seu setor de atuação e o seu produto. 

Alguns exemplos são: Relato Integrado, Relatório de Sustentabilidade GRI e Relatório de Impacto. Independentemente do modelo adotado pela empresa para divulgar essas informações, o(a) consumidor(a) pode conhecer a atuação daquela organização e o que ela tem feito para mitigar os seus impactos socioambientais. Normalmente, esses documentos são publicados pela própria empresa no seu site institucional, podendo ser acessados por qualquer pessoa, gratuitamente.

Mas, claro, fica complicado para nós consumidores(a), que não atuamos com consultoria, investimento e/ou fiscalização, ler um documento que, muitas vezes, passa de 100 páginas, considerando a quantidade de produtos que nós, necessariamente, precisamos consumir para atender às nossas necessidades básicas, por exemplo, a alimentação. Claro que sempre dá para fazer uma leitura dinâmica, mas também é possível nos apoiarmos em outras fontes que têm a função de atestar as práticas sustentáveis nos negócios, inclusive aquelas reportadas em relatórios.

Segue, então, mais três fontes de informação que podem nos ajudar a praticar o consumo consciente:

Empresas B

“Empresas B são aquelas que buscam ser melhor PARA o mundo e não apenas as melhores DO mundo”. Essa é a definição desse conceito que você encontrará no site do Movimento B. Por meio da Avaliação de Impacto B (BIA) nas categorias Governança, Trabalhadores, Comunidade, Meio Ambiente e Clientes, a empresa recebe uma certificação que reconhece o seu comprometimento com a melhoria contínua do negócio nas questões de sustentabilidade social, econômico-financeira, ambiental e de governança, saindo da lógica de mitigação de impacto negativo para uma nova lógica de geração de impacto positivo. No site do Movimento, é possível visualizar gratuitamente os negócios que são certificados como Empresa B.  

Pipe.social

O conceito de negócios de impacto é definido pela Quintessa como aqueles empreendimentos que têm a intenção clara de endereçar um problema socioambiental por meio de sua atividade principal (seja seu produto/serviço e/ou sua forma de operação), atuando com um modelo de negócios que busca retornos financeiros e medindo os impactos gerados.

Tomando esse conceito como referência, a Pipe.social é conhecida como a maior base de negócios de impacto do país. Apesar de ser adotada como uma plataforma-vitrine para conectar negócios e investidores, considero que o seu papel vai além do fomento ao ecossistema de impacto no Brasil. Com certeza, nós podemos utilizar esse ambiente digital para buscar negócios de impacto que atendam às demandas de consumo de maneira consciente.

Normas e certificações sustentáveis

Certificações sustentáveis são outra maneira de atestar que a empresa segue padrões de sustentabilidade no seu modelo de negócios, nos processos-chave das operações e no produto.

Existem vários tipos de certificação que são concedidas mediante atendimento a critérios específicos e que podem ser conferidas ao analisar uma empresa ou a embalagem no momento da compra de um produto.

Alguns exemplos são: rótulo ambiental da ABNT, ISO 14001 (Sistema de Gestão Ambiental), produto orgânico, selo de reciclagem, ISO 26000 (Norma Internacional de Responsabilidade Social). Com essa lista de fontes de informações relevantes para praticar o consumo consciente, nos tornaremos pessoas e profissionais melhores para as empresas (principalmente aquelas engajadas com a sustentabilidade socioambiental), para a sociedade e para o meio ambiente.

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