Escola Koru

Empregabilidade e comportamento organizacional

Nem hard e nem soft: Apenas Skills (Habilidades)

O volume de conteúdo falando que as hard skills (habilidades técnicas) morreram é enorme. É também enorme o volume de conteúdo que diz que empregabilidade se conquista com hard skills e que carreira se constrói com soft skills (habilidades socioemocionais).

Por fim, já surgem os conteúdos falando das power skills e, aqui, honestamente, eu nem sei traduzir… suspeito que envolva voar, lançar teias das mãos ou algo do gênero.

Particularmente, quando abordo o assunto empregabilidade, tento evitar as máximas e as balas de prata por um motivo simples de comentar e difícil de executar: as tão sonhadas vagas são conquistadas por um acúmulo de experiências, conhecimento e sim, habilidades dos mais diversos tipos. Todas elas em conjunto.

O importante aqui é saber que mais é mais neste contexto. Não se trata, no entanto, de sair se matriculando em todos os cursos que vemos disponíveis ou aplicando a todo e qualquer processo seletivo.

É importante ter clareza do que é viável, qual momento da carreira (e da vida) você está e quais são as coisas que vão ajudar você a conquistar o próximo passo que queira dar. Quando se descobre a direção, aí sim o foco deveria ser acumular o máximo de vivências possíveis.

A pergunta crucial aqui é: qual foco eu deveria dar para minha carreira? Esta pergunta é bastante comum e traz com bastante frequência a resposta padrão sobre perseguir sonhos, o que acho bastante louvável, mas sem vir acompanhada de uma enorme dose de autoconhecimento, acaba virando um tiro no escuro.

E é aqui que eu mais queria me concentrar: se conhecer muito bem é talvez o fato mais crucial para construir uma carreira bacana, desde os primeiros passos.

O que entendo por “se conhecer” é a resposta para algumas perguntas que listo aqui:

– Sei o que tenho mais afinidade e habilidade para fazer? Responder a esta pergunta facilita na hora de selecionar determinado ramo de atuação. Uma rotina na qual você não consegue se adaptar, nunca vai funcionar como carreira.

– Sei quão experiente eu sou na área que estou tentando encarreirar? Isto vai ajudar a selecionar as vagas corretas com a senioridade correta. Se a vaga é muito sênior para você, não vai funcionar, mas se é muito júnior, também não costuma dar muito certo.

– Sei falar das experiências que já vivi e o que trouxe de aprendizado delas? Uma das coisas mais importantes que se pode ter é a capacidade de extrair aprendizado daquilo que se viveu, não importa se profissionalmente ou não. Estas referências trazem consigo uma carga de conhecimento enorme, também trazem repertório e capacidade de se adaptar. 

– Eu sei como me comporto em diferentes situações? O que me deixa leve? O que me causa ansiedade? Como reajo com prazos e metas? Como reajo quando falho? Posso listar uma enormidade de sentimentos, mas é importante saber como vamos reagir em diferentes situações.

Claro que poderia ir além nas perguntas, mas estas já direcionam bem o rumo da conversa e o ponto que eu quero fazer agora: Uma vez que você se conheça bem, fica mais fácil saber onde é necessário se desenvolver e quais as melhores formas de se fazer isso.

Um esquema que gosto muito é o que divide formas de aprendizado em quatro grandes grupos, chamado CEP+R, de Alex Bretas e Conrado Schlohauer. De alguma forma, quando tentamos nos desenvolver profissionalmente deveríamos pensar em como transitar entre estas quatro dimensões:

– Conteúdos: aqui está o conhecimento mais puro, em forma de textos, livros, vídeos, aulas, podcasts, blogs como o da Korú, newsletters. Vale tudo aqui e toda fonte é válida, tanto para desenvolver soft skills como para desenvolver hard skills.

– Experiências: aqui são as vivências que temos, sendo elas viagens, eventos, congressos, esportes, desafios que nos propomos a alcançar, relacionamentos que construímos e por aí vai.

– Pessoas: podemos aprender muito uns com os outros. Recomendo sempre que toda pessoa possa ter uma ou mais pessoas como mentores e mentoras. Claro que amigos, tutores (como temos na Korú), colegas de trabalho ou referências em algum setor também valem muito! Ter uma lista extensa de contatos próximos agrega muito!

– Redes: existem vários coletivos por interesses distintos, sendo tecnologia, esportes, redes de aprendizado, comunidades, grupos de afinidade, projetos, redes de ex-alunos etc. Engaje-se em grupos assim.

Agora, com esta lista em mãos, deixo mais claro o meu ponto de que mais é sempre mais. Acumular vivências, com o foco correto, é aquilo que faz de qualquer pessoa um ou uma profissional que tem mais facilidade em se empregar e em construir uma carreira sólida. Não é sobre soft ou hard skills mas, sim, sobre quantas e quais habilidades você consegue desenvolver ao longo da sua vida.

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