Escola Koru

Como usar a gestão do conhecimento em seu plano de carreira

Existem, basicamente, duas formas de planejar uma carreira. A primeira é quando se combinam as expectativas de carreira individual com as expectativas de uma organização para aquele(a) profissional. 

Já a segunda é quando uma pessoa define os seus objetivos profissionais de maneira independente. A primeira situação diz respeito ao que a empresa espera do futuro de um(a) profissional, combinado às suas perspectivas individuais. A segunda diz respeito ao que um(a) profissional espera do seu futuro. 

Em ambos os casos, é importante considerar as necessidades e capacidades individuais atuais, a fim de elaborar o seu plano de ações, ou seja, idealizar os caminhos a serem seguidos pelo(a) profissional, para que os seus objetivos sejam alcançados e as oportunidades do mercado ou do negócio sejam aproveitadas.

Planejamento de carreira

Falando especificamente do planejamento de carreira independente, uma ferramenta que já foi muito utilizada para este fim é o Business Model You, um template adaptado por Tim Clark, do famoso Business Model Canvas. 

A ideia do autor foi utilizar esse mesmo canvas para possibilitar o planejamento de carreira, maximizando, assim, a criação de seu próprio valor.

O objetivo desse canvas é permitir que, em uma única tela, você seja capaz de esclarecer o que quer como profissional, tendo como finalidade iniciar uma carreira ou mudar de carreira. A metodologia de quatro fases do Business Model You orienta o planejamento de carreira por meio de um processo estruturado em quatro etapas: 

Etapa 1: Draw – defina seu modelo (muitas vezes implícito), o “como está”. Entenda como preencher o canvas aqui.

Etapa 2: Reflect – reflita sobre o modelo atual.

Etapa 3: Revise – revise o modelo.

Etapa 4: Act – aja testando o novo modelo, o “ser” desejado.

É a partir da fase de reflexão do modelo (fase 2) — para quem fará mudança de carreira — ou apenas nas fases de definição do modelo (fase 3) e ação (fase 4) — para quem pretende iniciar uma carreira —, que se deve considerar a gestão do conhecimento pessoal (Personal Knowledge Management – PKM, em inglês) como parte do seu plano de ações, em direção aos objetivos estabelecidos para alcançar o seu significado de sucesso profissional.  

A gestão com conhecimento pessoal

Segundo Priti Jain, gestão do conhecimento pessoal significa “gerenciar e manter o conhecimento pessoal para enriquecer uma base de dados, a fim de recuperá-la no tempo de forma eficaz, de modo a utilizar, reutilizar e mobilizar para o benefício da pessoa, da organização e da comunidade”. 

Se tomarmos como referência esse conceito de PKM, podemos entender a gestão do conhecimento pessoal como um ciclo contínuo que envolve:

  1. Fazer um mapeamento de soft skills e hard skills atuais, e aquelas que precisam ser desenvolvidas para ajudar a alcançar os seus objetivos profissionais. Em muitos casos, quando se trata de conhecimentos com menor complexidade, uma saída com custo zero pode ser procurar familiares ou amigos(as) que tenham aquele conhecimento que você precisa, entender qual conhecimento você tem — que é uma necessidade da outra pessoa — e, juntos, compartilhar conhecimentos entre si. Dessa conexão podem sair muitas coisas boas!
  2. Buscar, frequentemente, informações relevantes em diferentes fontes de referência como estratégia para se manter atualizado(a) sobre o mercado e as áreas de interesse. Uma boa maneira de validar o aprendizado é traduzir as leituras em suas palavras e de forma sintetizada.
  3. Entender o seu mindset, ou seja, como você processa as informações recebidas no dia a dia. Nesse ponto, desenvolver o autoconhecimento é imprescindível. Entenda mais aqui.
  4. Aproveitar mentorias e suas orientações sobre os melhores caminhos a seguir. Muitas escolas, como a própria Korú, possuem programa de mentorias de orientação profissional. Mentoria é a orientação ou direção dada por um(a) mentor(a), um(a) profissional mais experiente na área de conhecimento.
  5. Formar uma rede de relacionamentos e conhecimento, o que demanda a participação periódica em congressos, grupos de discussão e cursos (de curta ou longa duração), por exemplo, seja para capturar conhecimentos ou compartilhar suas experiências e aprendizados com profissionais da área.
  6. Realizar benchmarking profissional, isso significa trocar experiências com outros profissionais da área para entender desafios comuns, estratégias para lidar com esses desafios e aprendizados adquiridos.
  7. Ter entendimento de como você aprende, pois algumas pessoas são mais visuais, outras são mais textuais, outras ainda precisam ler em voz alta ou escrever o que ouve. Entender a melhor maneira de você aprender é, inclusive, uma estratégia para otimizar tempo e dinheiro investidos em sua aprendizagem.
  8. Definir a sua maneira de trabalhar, seja com o desenho de fluxos de trabalho ou metodologias próprias, para entender como o conhecimento adquirido em formações acadêmicas e complementares podem ser aplicados na sua carreira profissional e na execução das suas atividades.
  9. Fazer um levantamento de profissionais que sejam referências no mercado para ajudar você a pensar nos possíveis caminhos a seguir. Isso não é sobre seguir ou copiar é sobre inspirar-se!
  10. Caso tenha o desejo de trabalhar com a solução de problemas, a participação em competições de ideias (ex: hackathon) e soluções inovadoras (ex: programas de pré-aceleração) vai ajudar você a aplicar o conhecimento adquirido e a criar novos conhecimentos de maneira colaborativa e direcionada.

Aí vai um bônus!

Assim como em muitos outros contextos, as tecnologias são essenciais para a gestão do conhecimento pessoal, elas não podem faltar emnossa lista. Sugerimos, então, 10 ferramentas (totalmente gratuitas ou com versão também gratuita) para ajudar você em sua jornada: 

  1. Favoritos do navegador: pode parecer óbvio, mas não custa reforçar que o Gerenciador de Favoritos é uma ótima estratégia para organização de conteúdos disponíveis em sites ou blogs. Dá para dividir por categorias, criar uma pasta “ler depois” e ainda colocar aqueles sites mais acessados na Barra de Favoritos.
  2. Google Alerts: é um serviço da Google que retorna resultados de uma pesquisa à caixa de e-mails do usuário, sempre que for encontrada nova citação de um termo predeterminado por você. Use essa função para cadastrar eventos e notícias de interesse, por exemplo.
  3. LinkedIn / Currículo Lattes: a depender do seu campo de interesse — academia ou mercado —, você pode pesquisar profissionais que sejam referências em sistemas de currículo virtual de acesso aberto. Pelo menos três informações podem ser levantadas nessa pesquisa: cursos realizados pelo(a) profissional, experiências adquiridas e principais iniciativas/vivências.
  4. Drive / OneDrive: Uma ótima estratégia para organizar seus arquivos na nuvem, sendo possível acessá-los pelo computador, tablet ou celular. Dica de ouro: organize os seus comprovantes profissionais em uma pasta categorizada com base nos elementos do LinkedIn ou Currículo Lattes, isso facilitará a comprovação de experiências nas seleções que você vier a participar, sem precisar reorganizar os documentos a cada candidatura.
  5. Mindmeister: aplicativo de mapeamento mental online que permite o registro de anotações; visualização de hierarquias e correlações entre tópicos; definição de palavras-chave; e inclusão de anexos, links etc., entre outras funcionalidades. Trata-se de uma ótima ferramenta de estudo e aprendizagem.
  6. Padlet: ferramenta que permite a criação de um mural ou quadro virtual dinâmico e interativo para registar, guardar e partilhar conteúdos (imagens, vídeos, documentos de texto).
  7. Trello ou Meistertask: são muito usadas com o mesmo fim do Padlet, mas a sua função principal é ajudar no gerenciamento de tarefas, registro de atividades e acompanhamento das metas. Uma ótima ferramenta para incluir o seu plano de ações de desenvolvimento profissional, as experiências e os aprendizados durante o processo para alcançar os objetivos desejados.
  8. Issuu: plataforma de publicação digital que permite aos criadores compartilhar as suas publicações, podendo ser artigo, estudo de caso, e-books, entre outras.
  9. YouTube: existem vários tipos de eventos on-line disponíveis na plataforma YouTube por tema. Uma boa prática é você criar playlists, configurar como “particular (só você pode ver)”, para poder acessar sempre que quiser.
  10. Miro, Whiteboard ou Mural: é verdade que essas ferramentas são muito utilizadas para promover a colaboração digital, o trabalho criativo e a comunicação entre equipes remotas e distribuídas. Porém, em muitos casos de criatividade individual, como desenho de metodologias e fluxos de trabalho, essas ferramentas podem ajudar bastante a organizar as ideias e reorganizá-las sempre que necessário sem ter retrabalho. A dica final é: construir em cima do que já foi construído com foco na melhoria contínua!

Depois dessas dicas, agora é hora de aplicar a gestão do conhecimento pessoal e as diferentes tecnologias para implementar o seu planejamento de carreira. Sucesso!

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